Sobre Casamento

De tão repetidas muitas ideias tomaram uma forma onipresente, tornaram-se dogmas inquestionáveis; o divórcio é uma delas.

Quem hoje se colocaria abertamente contra essa instituição sem ser taxado como um louco, retrógrado, utópico?

Mas arrisco dizer que a maioria dos males de que hoje nos queixamos – da criminalidade à depressão epidêmicas-, têm, de alguma maneira, raiz no desprezo a indissolubilidade matrimonial e a sacralidade do lar.

Isso porque a família é a grande forja das almas; ali as primeiras impressões são plasmadas, as crenças profundas são semeadas, os sentimentos guias das decisões adultas são transferidos; chefes, sacerdotes, maridos, mães, pais, amigos, tutores, intelectuais, políticos, papas, médicos, professores são constituídos ali, de modo que da estabilidade do núcleo familiar depende não apenas o ângulo para onde a vida do indivíduo irá se inclinar, ou a lente sob a qual ele enxergará o mundo, mas um sem número de pessoas que dele dependerão, com ele se relacionarão e nele encontrarão modelo. É na estabilidade do seio familiar que se assenta toda a sanidade do tecido social

Ao fim, o destino do mundo inteiro pode ser medido pela distância entre a porta da rua e a cozinha. Desmantele a família e o caos civilizacional se instalará.

Nosso tempo me parece testemunhar isso.

(Manoel Guedes Neto)

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